Monday, April 02, 2018

Oficina de Xilogravura e linoleogravura - Aguardo vocês




 Ateliê livre de gravura: terças das 14 às 17 hrs e 18:30 as  21:30hrs
Xilogravura, linóleogravura unicolor e multicolorida com matriz perdida,  técnicas avançadas em Calcogravura, Eletrogravura - .água-forte, aquatinta,  galvanogravura entre outras técnicas.
5 VAGAS
Investimento: R$320,00 / mês
 Queimada – linoleogravura com marmoreado em calcogravura





Matrículas abertas - primeira aula experimental gratuita
Orientação de Rosane Viegas

Contato:
Emails: rosane.viegas@yahoo.com.br;  casatamarindo@gmail.com
Cel e WHATSAPP.: 11 98263.4746


Tuesday, March 20, 2018

Elementos da Gravura - regras e provas

Gravura, é um conceito complexo, principalmente em Português. Um mesmo nome denomina os produtos (matriz e estampa) e o processo em si. O fato de a gravura possuir Matriz e um determinado número de Estampas obriga o autor a identificar corretamente o tipo de prova, numeração, tiragem e a edição. É uma multiplicidade de fatores que nos deixa confusos e, por causa disso, existe nomenclatura para disciplinar a impressão e edição de estampas.
Em 1960 em Viena, no 3º Congresso Internacional de Artistas, foi realizada diversas conferências entre gravadores, editores, distribuidores de arte e representantes de órgãos oficiais e elaborou-se um  documento com o objetivo de estipular alguns critérios sobre gravura. Alguns pontos relevantes deste acordo estão descritos abaixo. São eles:
  1. ·        É direito exclusivo do artista gravador determinar o número definitivo para cada um de seus trabalhos gráficos, nas diferentes técnicas: xilogravura, litogravura, calcogravura etc.
  2. ·         Cada estampa para ser considerada original, deve, conter a assinatura do artista, algo que indique a edição completa (o número total de provas) e o número em série, da estampa.
  3. ·         Uma vez realizada a edição é conveniente que a prancha original, pedra, madeira ou qualquer outro material usado  como matriz, seja inutilizada, ou, deve conter marca que a diferencie, sinalizando que a edição foi terminada.
  4. ·         Os princípios acima são aplicados para trabalhos gráficos considerados originais. Trabalhos que não preencham essas condições serão considerados “reproduções”.

Para aperfeiçoar estes conceitos o Comitê Nacional do Reino Unido escreveu um adendo complementar com o intuito de explicar e modificar as definições de Viena. São elas:
  1. ·         Gravuras originais são todas aquelas gravuras impressas em uma ou mais pranchas, pedra, seda, madeira, linóleo etc., principalmente as executadas pelo próprio artista, a partir de um desenho seu ou interpretação de trabalho de outro artista, ou ainda, em colaboração.
  2.       Gravuras originais podem ser reproduzidas em edições limitadas ou ilimitadas. As edições limitadas são as que o artista decidiu imprimir apenas certo número de estampas.

Provas


Durante a execução o artista faz provas para estudar a qualidade e desenvoltura da estampa. Este processo singular torna a gravura artística mais complexa, pois estas provas também podem ser assinadas, numeradas e autenticadas. Estes testes são chamados PROVA DE ESTADO (P.E.) e são executadas para se identificar a evolução do trabalho ou o estado em que se encontra a obra. Executa-se prova de estado quantos forem necessários, numerando-os da seguinte maneira: P.E.1ª ou P.E. l; P.E.2ª ou P.E.II e aí por diante. 
As Três Cruzes – 1ª P.E.

Thursday, February 15, 2018

AULAS, CURSOS e OFICINAS na CASA TAMARINDO / 2018


A partir de 01 de março de 2018  retomo as aulas e oficinas de gravuras na Casa Tamarindo

Ateliê livre de gravura: terças das 14 às 17 hrs e 18:30 as  21:30hrs
Xilogravura, linóleogravura unicolor e multicolorida com matriz perdida,  técnicas avançadas em Calcogravura, Eletrogravura - .água-forte, aquatinta,  galvanogravura entre outras técnicas.
5 VAGAS
Investimento: R$320,00 / mês
 Queimada – linoleogravura com marmoreado em calcogravura

Eletrogravura: Quartas da 14 as 17hrs e 18:30 as  21:30hrs
Eletrogravura é uma técnica sustentável de gravação em metal, onde se faz as técnicas indiretas de gravação como água-forte e aquatinta sem o uso do breu ou ácidos.
Serão desenvolvidos técnicas sustentáveis de água-forte, aquatinta, galvanogravura, fractinta, sal aquatinta e aquatinta no açúcar, entre outras.
5 VAGAS
Investimento: R$320,00

Noturno – eletrogravura -  Interessante fractinta sobre uma  placa de cobre


 Técnicas mistas em gravura - Quintas da 14 as 17hrs e 18:30 as 21:30hrs
gravura em embalagem tetrapak – gelli printing – embalagem tetrapak com xilogravura, xilogravura/linoleogravura colorida com várias placas e outras técnicas inovadoras em gravura.
5 VAGAS
 Investimento: R$320,00
 Ao lado - Salgueiro – gravura colorida em embalagem tetrapak


Matrículas abertas - primeira aula experimental gratuita
Orientação de Rosane Viegas

Contato:
Cel e WHATSAPP.: 11 98263.4746

Acima: Rosa Rosacea - gravura em gelliprinting

Wednesday, July 12, 2017

Curso de Férias

Oficina de gravura em embalagem Tetra Pak 


Terças e quintas, das 14:00 às 17:00 
 Investimento: R$ 300,00




Thursday, May 18, 2017

Ateliê de gravura


Produção das alunas Tania P. Barros e Catharine Gatti



Cologravura colorida de Tania P. Barros

























Cologravura colorida de Tania P. Barros

Monotipia em placa de cobre de Catharine Gatti

Monotipia em placa de cobre de Catharine Gatti




Tuesday, April 18, 2017

O que é um livro do artista?

O livro do artista não é um livro para crianças, nem um caderno de desenhos ou “sketch book”, nem  um catálogo, nem um diário, nem tampouco um livro de texto, ou um livro de história, ou um livro de arte.  Nem são livros com reproduções de obras de artistas ou obras de arte. Nem mesmo são um livro ilustrado por um artista.
O livro de artista  ou livro-objeto é um objeto de arte que fala por si mesmo, podendo extrapolar inclusive o próprio conceito do “livro”, não necessitando de serem lidos para serem compreendidos. Na verdade, a leitura deve ocorrer na estrutura geral do livro, e não pelo seu texto. Em sua grande maioria, livros de artistas são objetos de experimentação, podendo conter múltiplos discursos e poéticas.
  Desta forma, ele rompe com o formato mais conhecido do livro, e busca sua identidade na produção imagética própria das Artes Plásticas. Mesmo quando o livro-objeto pode ser lido, este ainda NÃO é o seu objetivo, embora esta leitura possa ocorra de uma forma distinta. Ela é pode ser realizada por meio de palavras soltas, sentenças curtas ou por um discurso mínimo ou apenas um discurso imagético.
O livro é entendido nele mesmo como uma obra de arte.   Muitas vezes, essa “arte ao alcance das mãos” visa despertar uma estranheza ao leitor-espectador, despertando-lhe outros sentidos, muitas vezes diferentes das dos livros comuns. Nas palavras de Ludmila Britto, “O livro de artista seguiu o desejo das atitudes artísticas dos anos 1960 e 1970 de ampliar e buscar novos caminhos para a arte, questionando os espaços expositivos convencionais e propondo aos espectadores, experiências estéticas sinestésicas que rompiam com uma contemplação restrita à visualidade vinculada aos espaços consagrados das galerias e museus. Além disso, os suportes tradicionais foram renovados (ou desmaterializados […]), seguindo o legado dumchampiano de questionamento do objeto-arte e dos espaços institucionais, este último como agente legitimador da arte.” (BRITTO, 2009)
Büchler (1986) nos dá ainda outra definição: “… Livro do artista pode ser visto como uma arte de ação, uma espécie de happening ou teatro, considerando a situação em que o trabalho é experimentado, e que exige a participação do leitor. O livro fica no centro de tal situação, mas a experiência do livro é definida pelo leitor.”
O livro de artista também desafia as leis da era da reprodutibilidade técnica (mencionada por Walter Benjamin-1955). Um livro convencional possui um certo número de tiragens, enquanto o livro-objeto comumente possui uma pequena tiragem ou, como é mais comum, apenas um único exemplar.
Estes objetos comumente apelam à percepção humana, e desvinculam-se das formas e funções esperadas; eles não atravessam crise alguma na identidade, pois adotam naturalmente a função de objeto artístico. Eles são produzidos em pequena escala ou, consistem de um único item de colecionador.
Não é intenção do livro-objeto eliminar a versão de livro criada por Gutenberg, e sim ser, um desdobramentos de sua evolução, completando a antiga forma, sem nenhuma outra pretensão. Com a perda da aura icônica do livro comum, berço do conhecimento e saber, idolatrado e demonizado através dos séculos, o livro-objeto passa a ser mais uma função do objeto livro onde a desmistificação também faz parte desta função.
É mais uma opção criativa, que pode ocupar o espaço hibrido do ofício literário e integrá-lo ao universo das Artes Plásticas. O livro-objeto ou livro do artista se inserem na fronteira movediça  entre a literatura e a produção visual.

Rosane Viégas






REFERÊNCIAS
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In: BENJAMIN, Walter (org.) Magia e técnica, arte e política. Vol. 1–8ª ed. Brasiliense. São Paulo, 2012.
BRITTO, Ludmila da Silva Ribeiro de. A poética multimídia de Paulo Bruscky. 2009. 220 f. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais). Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2009. p. 134.
BÜCHLER, Pavel. Turning Over The Pages : Some Books In Contemporary Art. Kettle’s Yard Gallery, 1ª edição. Cambridge, England; 1986.
BURY, Stephen. Artists’ Books: The Book As a Work of Art, 1963–1995. Scolar Press, 1ª edição. Leicester, England; 1995.

Tuesday, March 21, 2017

WORKSHOP - April / 2017 - Book of the artist - between the Icon and the Object


The purpose of this workshop is to work on the concept of Book of the Artist and to discuss the object book, this millennial object, whose purpose is to take written or printed, the thinking of someone or somebody. Sacred and demonized, it was burned in the public square for transmitting ideas that disagreed with the authorities in force, by the majority, idolized for bringing new ideas and open the eyes of the minds of people and peoples.
Today, however, in these liquid times with the birth of computers and tablets, ideas can and do be transmitted in other media in other ways and the book has lost its status as one of the only means of transmitting ideas and information to many.


According to Stephen Bury, "Artist books are books or objects in the form of a book, on which, in appearance, the artist has a great control." The book is understood in itself as a work of art."

My proposal is to first discuss the concept of book and object book, teach binding techniques and then develop workshop for each to think, design and build his artist book, using the concepts presented. The development of the technique will be done along with the development of the concepts.
#artistBook #BookAsAnIcon #BookAsAnObject  #NewMeaningForTheBook

Thursday, March 02, 2017

Técnica de Gravura em metal com água forte e “marbling”

Figura 1 - Gravura feita com a Marbling em gravura em metal

Amigos,conforme prometido, quero apresentar para vocês uma técnica em gravura em metal com água forte e utilizo como ferramenta, a técnica de marmoreado em papel ou “marbling”. Marmoreado ou “marbling” é uma antiga técnica de pintura onde a estampa é o resultado de tintas derramadas sobre a  água, trabalhadas com pequenos palitos e depois cuidadosamente transferidos para uma superfície absorvente, como papel ou tecido, gerando uma monotipia.  Faremos o mesmo processo, executando-o sobre na água e transferido para uma placa de metal ou cobre conforme apresentado abaixo.

Esse processo permite o desenvolvimento de imagens que mais parecem relevos. Ela se adequa muito bem a representação de solos, relevos, vegetação etc.

Materiais


  • .       Placa de cobre
  • .       Material para desengordurar e desoxidar placa de cobre
  • .       Fita adesiva para embalagem para impermeabilizar o verso da matriz
  • .       Bandeja com água
  • .       Verniz negro ou tinta a óleo líquida
  • .       Papel para impressão
  • .       Percloreto de ferro
  • .       Prensa
  • .       Material para imprimir  calcogravura

Processo

1.       Preparar placa de cobre -  chanfrar, lixar, impermeabilizar o verso, desengordurar e desoxidar conforme o procedimento usual

2.     Encher uma bandeja, de preferência de plástico, com água.
3.  Jogar a tinta ou verniz negro na água , e com o cabo de um pincel abro alguns espaços para fazer uma estampa ou imagem. Quanto mais espaçado, mais interessante fica a imagem.
4.       Colocar a placa na água virada para baixo pois o verniz oleoso irá se aderir a placa, formando um desenho que mais parece um relevo.

5.  Retirar a placa da água.

6.  Colocar a placa em uma mesa aquecida, esperar secar.As áreas escuras serão preservadas e as claras serão corroídas pelo ácido, formando uma estampa bem interessante. Existem também, as áreas amareladas que sofrerão uma discreta corrosão. Em seguida, colocar no percloreto de ferro e deixar por 12 minutos.


7.  Retirar a placa de cobre do percloreto de ferro.  Veja como o ácido fez uma corrosão irregular na matriz. Isto se deve ao fato do verniz possuir diversas espessuras e permitir desde uma corrosão discreta até uma corrosão mais agressiva.

8. Limpar o verniz negro, desengordurar e desoxidar.

9.   Entintar a Matriz 
10. Limpar conforme as técnicas da calcogravura
11. Colocar a matriz na prensa
12. Colocar o papel úmido sobre a matriz 
13. Passar a prensa sobre o papel e a matriz 


13.  Apresentar a gravura


Desenvolvido  e executado na Casa Tamarindo – Espaço de Arte e Cultura
Concepção e Edição: Rosane Viégas
Fotografia e Direção de Arte: Wagner Monteiro